
“Eu falhei em tentar mudar algumas coisas, somente depois de ter tentado e percebido que algumas vezes comigo é diferente. São muitas histórias e muito passado pra tentar mudar agora, assim tudo de uma vez. Sei que eu apenas estava cansada um pouco das coisas, queria algo novo. Correr atrás disso nem é assim tão difícil, mais eu não podia agir sozinha, e é assim que eu estou me sentindo em relação com algumas pessoas. Eu posso correr atrás, como já tentei inúmeras vezes, mas não posso esperar que venha até mim, comigo é diferente. Eu queria poder criar essas expectativas e poder contar com elas, queria poder fazer algo sabendo do resultado que teria depois, mas aí vem a vida e prega outra peça na gente. Ela vai lá e muda todo o caminho percorrido nem que seja por algo fútil. Será que ainda dá pra acreditar em destino? Ou essa é apenas uma palavra que nos ilude e nos faz enxergar que para termos algo é preciso correr loucamente atrás de seus objetivos? Queria uma coisa certa, que não mudasse depois de amanhã, queria poder acordar e ser surpreendida pela vida depois de tantas decepções. Quero algo que seja para sempre, e que dure até qundo tiver que durar. Vejo que desperdicei bastante tempo em coisas vãs, que hoje já nem importam mais. O que incomoda é que está tudo como um círculo vicioso, é sempre a mesma história, tudo começa a se repetir, pode até mudar os personagens, mas o final… Ah o final é quase sempre o mesmo. A verdade é que acredito sempre em primeira impressões, dizem que essa é a primeira que fica, engano meu. Tudo muda, inclusive aquela feição tão boa que fazia de algumas coisa antes, todo esse romance de uma noite de verão, é mero engano. Também sempre acaba assim, criticando o amor. A vida de ninguém é repleta de momentos perfeitos. E se fosse, não seriam momentos perfeitos. Seriam apenas normais. Mas vou continuar apostando nisso: como eu poderia saber o que é a felicidade se nunca tivesse experimentado as quedas? Pensando assim, tudo se torna mais fácil de se entender, talvez seja porque precisamos de momentos ruins para podermos valorizarmos os bons. A vida não se resumi somente em chegadas e sorrisos, mas também em partidas e lágrimas. Não dizem que só damos valor quando perdemos? Então, é justamente onde quero chegar. Nunca sabemos quando somos felizes, precisamos de tropeços para nos tocarmos disso. Sonho alto, idealizo as coisas do jeito que desejo que elas sejam, e quando me deparo com a realidade, é como um choque. Decepções já fazem parte de minha rotina, queria que isso também mudasse… Sei que não posso mais culpar a vida pela minha falta de atitude. Sei também que se quero alguma coisa, é correndo atrás que vou conseguir e não sentada no sofá. Portanto, me aguarde.” ─ Natália e Martina (inusitados)



